quinta-feira, 11 de novembro de 2010

VIVA EM HARMONIA COM A NATUREZA


Filho, devagar com a colher ...! (*)

O artigo considera a necessidade de se fazer uma convocação geral para avaliar o modo como se vive e se opera o relacionamento entre os seres humanos e a mãe natureza.

A história nos fala de antropofagia: antes de se tornar civilizado, o ser humano podia estar à mesa do banquete como conviva ou refeição, e isto o tornava semelhante aos outros animais e plantas. É claro que o homem adaptou-se e isto significa, dentre outros, passar a eliminar, domesticar e submeter seres vivos. Ele detém o domínio, as rédeas. Sentado, praticamente só à cabeceira da mesa da mãe natureza, com voraz apetite, não se dá conta de que muitos deliciosos pratos já não lhe são servidos e que é preciso moderar o apetite. 
Quantos seres humanos passaram, também, a ser prato do dia na dura luta pela sobrevivência e ocupação de um espaço na bendita mesa natural?
Estaria ocorrendo hoje uma nova fase de antropofagia? 

O grande desafio: conhecer, bem administrar e preservar os recursos naturais, dentre os quais o ser humano também é incluindo.

Recadinho amável: "Filho, vai devagar com a colher porque a marmita já está ficando vazia!..."

Passo fundamental: É preciso investir para conhecer o meio ambiente, bem administrá-lo e usufruir de seus múltiplos benefícios com prudência e parcimônia. Ninguem ama e proteje o que desconhece. Esta tarefa é de responsabilidade, principalmente, do município, linha de frente dos conflitos de uso da terra, onde o povo reside, trabalha e produz. 
A boa gestão dos recursos naturais passa pelo entendimento da vocação natural do ambiente, das terras e da população municipal; alem de viabilizar um rendimento mais sustentável dos bens naturais, cria possibilidades para melhor repartição de benefícios dos recursos. 
Para uma boa administração, as prefeituras precisam criar bancos de dados com as informações básicas municipais, incluindo o potencial dos recursos naturais, do meio ambiente e do uso da terra, em geral. 
Um prefeito interessado em conhecer a vocação do seu município para bem administrá-lo, em benefício da população, é mais valioso do que outro, que esteja preocupado, apenas, em ser um bom político afeiçoado a clientelismo /favoritismo.

Concluindo: A população, em geral, deve propugnar por mudança. Exigir e apoiar o poder público municipal na realização de pesquisas consistentes que garantam melhor utilização e repartição de benefícios dos bens naturais. Esta é a regra natural: conhecer para bem administrar e preservar, tendo-se em vista que não somos as últimas gerações a viver neste planeta. 
Os bens naturais são as delícias do banquete da vida. A mesa do banquete permanece posta pelos séculos e, embora muitos se retirem, a cada dia, novos e numerosos convidados nela tomam assento.  Estatísticas demonstram que na terra, a cada segundo, dois seres humanos se vão e cinco, se achegam à mesa do banquete da vida. 


(*) Artigo de Pedro Furtado Leite, Eng. Florestal, Fitogeógrafo, aposentado.

Agua e Vida: Movimento e Energia Criadora


Ponta de Baixo - Baía Sul - Florianópolis. Out./2010.
Água é fonte de vida e a vida não subsiste sem água.

De onde procede a água ?

De onde, a vida ?

Há mais perguntas do que respostas...

A vida contemplada como força criadora capaz de evoluir e adaptar-se, para subsistir através dos tempos e realizar o seu desígnio universal, é como um rio caudaloso encaminhando-se para o mar, um manancial vivo e resoluto, uma torrente de infinitas possibilidades, é uma fonte inesgotável de energia em movimento.
A vida é a força e a inteligência que anima a matéria dando-lhe forma, dimensão, movimento e evolução no espaço/tempo, cumprindo os desígnios da Criação.
A matéria é para a vida como o barro nas mãos do oleiro: calcado, moldado e vitalizado. Quando o jarro não atende as expectativas do oleiro, é retrabalhado e renovado. A vida nunca se fadiga de seguir sua marcha moldando a matéria no espaço e no tempo. Das formas antigas e gigantes como os dinossauros às mais atuais como o Homo sapiens e da Ginkgo biloba às orquídeas, das bactérias às sequóias, a vida trabalha transformando a matéria
O fluxo vital é como o rio de águas edificantes, invencíveis, que desce de altas montanhas criadoras, percorre encostas tortuosas da matéria, vencendo obstáculos os mais diversos, enverdecendo e movimentando tudo, para honra e glória daquele que o projetou.

Bendito seja Deus pela água e pelo dom da vida !...

Pedro Furtado Leite